Globofobia (Medo de balões): sintomas, causas, tratamentos

Globofobia – medo de balões fica no topo da lista das “fobias mais estranhas e esquisitas”.


É simples aceitar de alguém o medo de altura ou medo de aranhas como “algo normal”. No entanto, quando se trata do medo de balões ou outras fobias “exóticas”, como o medo de estar sendo observado por patos, as pessoas costumam rir.

Não que seja um comportamento condenável em si, até porque isso faz parte de uma cultura e é muitas vezes inserido no pensamento do indivíduo por toda sua vida, sem que ele tenha parado pra pensar criticamente sobre os fatos. Mas é importante entender que as fobias são muitas vezes medos irracionais, e as crises de pânico e outros sintomas são reações automáticas dos indivíduos, muitas vezes enraizadas profundamente no inconsciente.

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Famosos com medo de balões

-> Oprah Winfrey chocou seu público ao admitir a ter medo de balões (fobia).

O que é Globofobia?

A palavra Globofobia se origina das palavras gregas que significam “Globo” (esfera) e “phobos” que significa medo profundo ou pavor”.

As pessoas que sofrem desta fobia sentem medo mórbido de balões, seja com o pensamento, visão, tato ou mesmo cheiro. A maioria das pessoas, no entanto, tem apenas medo do som feito pelo estouro de balões.

Tal como acontece com qualquer fobia, os sintomas de Globofobia variam dependendo das raízes do medo. Algumas pessoas podem ser capazes de resistir a balões, enquanto eles estão esvaziados. No entanto, o no momento que começam a encher as bexigas o doente se sente ansioso. Em muitos casos, as pessoas têm medo de balões de ar quente, mas podem temer balões menores, balões de água, bexigas de festas etc.

Causas do medo de balões (fobia)

Como a maioria das fobias, Globofobia se origina de uma experiência negativa na infância. A fobia é comum em crianças mais jovens e gradualmente diminui com a idade. Em algumas pessoas, porém, pode continuar na idade adulta.

Uma criança pode ter se assustado com balão estourando. Após isso, lembra o mesmo medo cada vez que vê um balão. Muitas crianças se sentem temerosas sobre frequentar festas de aniversário ou feiras por conta da associação desses eventos com balões. Quando outras crianças percebem isso, elas tendem a provocar ou intimidar a criança que tem globofobia. Isto leva a pensamentos mais aterrorizantes ainda sobre os balões.

Balões são normalmente associados com ruídos; Além disso, o tipo de barulho que eles fazem é semelhante a uma arma de fogo e é tipicamente inesperado. Este é um estímulo perfeito para pessoas que já estão superansiosas ou em um estado mental excitável. Mesmo o som do chiado feito por um balão esvaziando rapidamente pode ser assustador para uma criança.

Globofobia é frequentemente combinada com o medo de palhaços (coulrofobia). Palhaços e balões andam juntos em festas de crianças, e os medos podem se fundir. Além disso pode se misturar ou confundir com fonofobia (medo de barulhos altos).

Os sintomas da fobia de balões

Para um indivíduo que sofre de globofobia, um filme interno contínuo passa na mente. Isso geralmente envolve ver um balão explodindo no seu rosto.

Diante do pensamento, visão ou som de balões, os fóbicos exibem os seguinte sintomas de ansiedade:

  • Respiração rápida ou superficial
  • Palpitações que podem ser percebidas como dores no peito
  • As crianças começam a chorar, correr ou se esconder; elas vêm com desculpas para evitar um encontro com balões. Isto significa recusar ir a festas ou feiras etc.
  • Agitação, tremores e sudorese são outros sintomas físicos.
  • Desconforto gastrointestinal, como náuseas, pode estar presente.

Tratamento para medo de balões – curar globofobia

Se você tem Globofobia, não está sozinho. É uma fobia muito real e comum e muitas pessoas sofrem com isso. Felizmente, há ajuda disponível. A primeira coisa que você precisa fazer é falar com um terapeuta ou uma pessoa próxima sobre isso. Terapia da conversa pode ajudar a racionalizar e curar o medo de balões.

A maioria das pessoas entendem que os balões não são perigosos; no entanto elas se sentem impotentes perante o seu medo. Por gradualmente expor-se aos balões você pode curar a globofobia. Você pode começar por ver imagens, segurar ou tocar balões vazios. Então, uma vez que você está confortável com isso, você pode realmente progredir para a interação com balões inflados. Esta técnica pode ser feita sob a forma de terapia de auto-ajuda, mas preferencialmente com a ajuda de um psicólogo experiente.

PNL (programação neurolinguística) trabalha com manipulações de memória e também pode ser eficaz ao ajudá-lo a chegar ao fundo da fobia. (Esse método envolve basicamente ver a si mesmo e seus medos como se você fosse um terceiro, ou ter uma “experiência fora do corpo” e assistir um filme no cinema cinema).

Estes tratamentos para globofobia podem ajudá-lo a enfrentar gradualmente o problema, e com isso permanentemente perder o medo de balões.

 

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13 comentários

  1. Thiago izahias Responder

    Eu tenho essa fobia. Acho a palavra um pouco forte para o medo mas é a melhor expressão. O meu medo começou em uma festa de uma prima (eu tinha por volta de 8 anos) onde fizeram uma rede que cobria todo o teto só de bexigas. Em um momento da festa soltaram para as crianças estourarem. Neste momento as bexigas todas foram estourando e eu levei uma surra de Borracha de bexigas. Desde então, tenho um medo absurdo que qualquer bexiga cheia fique próxima à mim. RS
    entro em desespero.rsrsr

  2. Patrick Responder

    Legal saber que mais pessoas compartilham disso também.
    Eu sofri um monte durante minha infância em razão desse medo, perdi muitos anos de minha vida sem aproveitar nada, sofrendo bastante. Tive problemas na escola, na família, em todos os lugares. Me sentia um lixo por causa desse medo e ninguém podia me compreender.
    Eu busco lidar bem com meus medos, confesso que ainda sofro disso mesmo sendo adulto e procuro melhorar. É legal e confortante para mim ter pessoas ao lado que compartilham do mesmo problema que eu. Só eu sei o quanto eu sofri por causa desse medo, não tenho nem palavras para expressar esse sofrimento.
    Um abraço a todos e que estejamos sempre juntos nessa caminhada, superando medos e obstáculos para buscarmos uma vida melhor.

  3. Caio Responder

    Olá pessoal, também tenho este medo e ao que tudo indica foi quando um primo meu estourou um balão bem próximo ao meu ouvido quando eu era criança (foi o que me contaram), que desde esse dia tive pavor de balões, quando eu era criança também já passei por momentos constrangedores onde parentes, colegas que percebiam meu medo se utilizavam dos balões para ficarem rindo de mim, já fiquei trancado por ter que correr de colegas com um balão na mão, já corri de um colega de aula na escola inteira até sair pra rua na época do ensino médio, até meu pai já pegou balão para zombar de mim, eu já fiz várias tentativas como brincar com o balão, enquanto ele não estourava estava ótimo mas quando temos medo parece que ai que acontece, então uma vez eu brincando de balão com umas primas bem na hora que fui “tocar” o balão para minha prima ele estourou, também já evitei de ir em várias e várias festas quando era menor por causa dos balões, depois de adulto em torno dos 19..20 anos quando ocorria de ter balão em uma festa eu abusava do álcool para não perder a festa, engraçado que depois de beber até brincava com os balões sem medo, e eles não estouravam rsrs
    Hoje quando vou à algum lugar eu tento não ficar muito perto, o que mais assusta é em lugares silenciosos e o medo daquele barulho do estouro inesperado, porém já é um medo bem menor e mais controlado, eu não mantenho contato mas se vou à lugares que tem balões não é algo que me causa tanto pânico mais, mas não deixa de ser uma situação desconfortável, eu gostaria de curar 100% disso.

  4. Yanca Responder

    Eu também tenho medo de balões e bexigas. Começou quando eu tinha uns quatro anos na minha festa de aniversario quando um daqueles balões de doces estourou na minha frente. Desde então eu fico desesperada com bexigas e meu coração começa a acelerar e parece que ninguém me respeita porque todos ficam me zoando.

  5. ana machado Responder

    Ola, eu também sinto medo de balão desde pequena, o barulho é aterrorizante, e embora eu esteja com 22 anos, me zoam por causa disso, festa de criança eu evito bastante…

  6. Maria Responder

    Boa Tarde.
    bom saber q isso pode ser tratado,minha filha tem 3anos e ela tem pavor a baloes,se ela ver,ela trava,fica se tremendo. a festinha d um ano dela era por completa cheia d baloes,e ela nao tinha medo,apos isso com um ano e pouco sirgiu esse medo,e dai entao,nao vamos a festinhas,shopping,ou ate mesmo o niver dela nao colocamos baloes,e agora estamos sofrendo mais ainda por conta da escola q ela n vai mais c medo, vou procurar irgente um tratamento p ela,mais tenho fe q vai dar td certo.

    • Tiago Azevedo Autor do postResponder

      Oi Maria. A fobia de balões tem tratamento sim.
      Se possível procure um(a) profissional da psicologia pra sua filha.

  7. Jaqueline de Fatima Responder

    Que bom que nao estou sozinha nessa. Quando vejo balōes na minha frente, eu comeco a chorar e querer me esconder. Meu pai sabe que eu tenho medo mas mesmo assim, trouxe um para casa.

  8. Sara Responder

    Achei que eu era a única na vida com esse medo,no meu ponto de vista é melhor afirmar um pavor mesmo,bom tudo começou quando eu estava em uma igreja era para comemorar o dia das crianças eu tinha uns 12 anos, então um “amigo” meu estourou uma bexiga na minha cabeça quando eu estava virada de costas entrei em pânico mais me virei para ver e então ele estourou outro bem próximo do meu rosto e deu muita risada,eu sai correndo entrei no banheiro e chorei muito lembro que comecei a me tremer e a suar frio,meu coração acelerou muito mais consegui me conter e sai do banheiro mais ele estava na porta com muitas bexigas e estou vai elas rindo e correndo atrás de mim,fui em bora na mesma hora minha mãe não entendeu mais me levou pra casa,hoje em dia ainda morro de medo se vejo crianças na rua com bexigas eu atravesso apavorada e em aniversário procuro me escond era no banheiro ou em qualquer lugar até que todas as bexigas sejam estouradas pra eu sair,sinto muita vontade de chorar ao ver e continuo me tremendo.

  9. Maria Carolina Responder

    Eu sempre tive medo de estouros (um exemplo é os fogos de artifícios), mas tudo piorou quando eu convidei meus amigos para minha festa de aniversário quando tinha meus 7 anos e eu enchi balões (não tinha medo até aí), foi quando eles em uma brincadeira nada legal amarraram uma corda de balões na minha perna e começaram a estourar em mim. Desde então tenho pavor. Ver o balão não é problema mas alguém ficar perto de mim, ou até mesmo com ele vazio já me deixa apavorada. Os pensamentos que vem é: “Ele(a) vai encher e depois por algum motivo vai estourar”. Só em pensar nisso já vem dor de barriga, respiração apura e fico inquieta pensando em uma forma de sair dali. E aí vem a pergunta: Qual é a graça de estourar para me incomodar sabendo que eu tenho medo ou já pedi para parar? Nas últimas vezes eu chorei muito para as pessoas pararem de ficar com um balão perto de mim. E o pior, elas riem e dizem que é bobagem. Mas para mim não é! Minha mãe está ciente do meu pavor, e quando sabe de uma festa com balões, já deixa avisado que não vou comparecer por conta dos balões. Perdi muitas brincadeiras por conta de ter balão inserido na dinâmica. E até agora fazendo curso de Formação de Docentes, é um horror. Porque criança ama balão, ama estar perto deles e estourar, e eu como professora, tendo esse medo, é muito complicado.

  10. Áurea Responder

    Eu tenho 42 anos, tenho medo desde que me entendo por gente e não participo de festas infantis ou eventos em que elas estão . Sou professora e mãe, pensa na dificuldade. Nas festas das minhas filhas, nunca usei balão, elas não entendem, respeitam, mas no convívio social, já ouvi até que sou idiota. O desespero e inexplicável e eu nem sabia que era um problema ou tinha nome. Me lembro de uma apresentação infantil em 2017. Eu ia ser a florista cantando e andando no meio das flores, as crianças caracterizadas. No dia da apresentação, a Coordenadora havia enfeitado todo o cenário com balões. Resultado…depois de uma crise de choro, cantei toda a música num lugar reservado, fiquei triste pela situação, mas agora, toda vez que vou a algum lugar em que me conhecem e tem b, eles já me avisam antes.

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