Tecnologia X Felicidade: De Black Mirror ao Mundo Real

Sobre as consequências da tecnologia para a felicidade humana a partir da ficção agoniante e familiar da série Black Mirror.*

É bastante comum ouvir dizer que “Black Mirror não é sobre tecnologia”. Muito se discute sobre vários fatores que a série aborda, como a natureza humana, moral e ética, felicidade, problemas sociais etc. Será mesmo que a tecnologia é só um detalhe? Qual o impacto dos avanços tecnológicos na subjetividade e na felicidade? Vamos fazer um breve passeio sobre várias histórias dessa série fantástica e fazer alguns links com a psicologia e a filosofia.

Fifteen Million Merits, o segundo episódio da primeira temporada de Black Mirror se passa dentro de um prédio sem janelas mas cheio de telas, onde os residentes passam o tempo pedalando em uma bicicleta ergométrica, trabalho repetitivo recompensado com méritos, um tipo de moeda – que podem ser gastos em poucas coisas além de comida e televisão. Uma forma de “nunca ter que pedalar de novo” é fazer sucesso em um show de talentos, em um andar superior do prédio. É possível enxergar críticas sobre as formas modernas de trabalho, sobre o culto ao corpo, e sobre a alienação provocada pela televisão. Porém, além de todas as possíveis interpretações, é possível ver claramente a tremenda influência que o indivíduo sofre do meio em que vive e da mídia, até mesmo em Bing, o protagonista que se rebela contra o sistema em que está inserido, mas que é facilmente subjugado quando lhe são oferecidas melhores condições de vida.

Hannah Arendt coloca que “a essência do governo totalitário, e talvez a natureza burocrática, seja transformar homens em funcionários e meras engrenagens, assim os desumanizando” (Arendt, 1999). A filósofa e teórica política alemã judia, chegou a defender um homem acusado de crimes relacionados ao genocídio de judeus durante a Segunda Guerra Mundial, por acreditar que ele não era um monstro, mas um homem comum em condições que o levaram a atos hediondos. Para Arendt, a banalidade do mal se instala no vazio de pensamento.

Acha difícil se imaginar como um carrasco nazista? Vamos tentar um outro experimento mental. Um trem vai transformar em purê 5 pessoas inocentes que trabalham sobre os trilhos. Se você puxar uma alavanca fará o trem ir para outra linha, matando apenas 1 pessoa. O que você faz?

(  ) Puxaria a alavanca (  ) Não puxaria a alavanca

O filósofo e psicólogo evolutivo Joshua Greene, da Universidade Harvard, apresentou esse dilema a voluntários, que em sua maioria puxariam a alavanca. Em uma pesquisa feita pela revista Time, 97% dos leitores salvariam as 5 pessoas, agindo de acordo com a filosofia utilitarista de John Stuart Mill, que diz que a atitude mais correta é a que resulta na maior felicidade para o máximo de pessoas. Mas e se você multiplicar esse número? Mataria 1 milhão de pessoas para salvar 5 milhões?

dilema do trem

Agora vamos a uma variação desse dilema moral. Você tem a mesma chance de salvar 5 pessoas, mas dessa vez, em vez da alavanca, você pode empurrar um cara qualquer que tem uma grande mochila nas costas, o que impediria o trem. O que você faria?

(  ) Empurraria (  ) Não empurraria

Nesse caso, a maioria das pessoas (75% nos estudos de Greene, 60% no teste da Time) não empurraria o homem com a mochila nas costas, mesmo que o resultado fosse o mesmo: matar uma pessoa para salvar cinco. Estranho, não é? Joshua Greene e sua equipe descobriram que usamos áreas cerebrais relacionadas a “alta cognição” (pensamento profundo) para resolver o dilema com a alavanca, mas o dilema que envolve empurrar o homem nos trilhos provoca reações emocionais. Em outra versão do “dilema do trem” a opção é jogar um cara nos trilhos usando uma catapulta. Advinha o que a maioria escolheu? Sim, matar 1 pessoa para salvar 5. Percebeu como a tecnologia pode afetar a forma como pensamos? A maioria das pessoas não mataria um outro ser humano com as próprias mãos, mas o jogo vira radicalmente com o uso de máquinas.

Joshua Greene explica essas diferenças através da psicologia evolucionista e da seleção natural. Nossos cérebros evoluíram em meio a cavernas e lanças, e não em meio a trens e alavancas. Os instintos sociais de bons moços que nos freiam quando pensamos em matar outro ser humano não são preparados para relacionar botões e alavancas com matar alguém. Por isso tanta gente se recusa a empurrar um homem nos trilhos, mas jogaria o cara lá com uma catapulta ou encaminharia o trem para cima dele puxando uma alavanca. Greene diz que “os instintos sociais refletem o ambiente nos quais eles evoluíram, não o ambiente moderno”.

Assista o vídeo abaixo e veja como Dilema do Trem foi resolvido por uma criança:

Dilema do Trem resolvido por uma criança

Um dos maiores dilemas éticos da humanidade encontra solução nas mãos de um pequeno garoto prodígio.

Posted by Psicoativo on Friday, December 9, 2016

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Você é confiável? Como resolveria o absurdo Dilema do trem?

Em The Entire Life of You, somos apresentados ao “grão” – dispositivo inserido na cabeça das pessoas que permite a gravação de tudo que a pessoa vê. O fato de que essas memórias podem ser requisitadas por amigos ou por funcionários de aeroporto, por exemplo, não é o foco da história, mas se extrapolarmos a série podemos facilmente conceber um mundo onde todos são vigiados o tempo todo, de uma forma que deixaria Foucault horrorizado e daria uma boa ficção de George Orwell. Nesse episódio vemos as suspeitas de Liam em relação a uma traição de Fiona. Em um mundo onde todas as memórias são registradas em vídeo dá para imaginar onde isso pode parar, não é? Como você se sentiria se precisasse mostrar suas memórias intimas em uma tela de televisão?

Curiosamente, a cena mais chocante do episódio, para alguns, mostra o casal de protagonistas fazendo sexo enquanto cada um assiste suas próprias memórias. Mas quantas pessoas já não fazem isso sem o auxílio da tecnologia?

A subjetividade é algo único. Vemos isso claramente em Be Right Back, primeiro episódio da segunda temporada que tem outro jovem casal como protagonista. Ash é um viciado em celular que chega a ficar tão imerso a ponto de aceitar sopa em um sapato (um teste engraçadinho de Martha). Esse vício vai além das brincadeiras, e causa a morte de Ash em um acidente de carro. Em meio ao luto, Martha conhece uma tecnologia capaz de “ressuscitar” o marido através do conteúdo que ele havia postado na internet. Em certos aspectos o novo marido traz alegrias à esposa, mas a felicidade dura pouco. Talvez os dois postos-chave da trama sejam as diferenças entre o clone e o Ash real – será que você é você mesmo na internet? – e a possibilidade que a tecnologia traz de tentar superar a dor da morte de um ente querido. O medo da morte acompanha a humanidade desde tempos primitivos. No episódio San Junipero os seres humanos podem superar esse medo e continuar a viver, transferindo sua consciência para uma realidade alternativa na internet.

Em White Bear uma mulher acorda sem memória e é perseguida durante um dia inteiro, sendo torturada psicologicamente de forma incessante, enquanto seus pedidos de ajuda são ignorados por quase todas as pessoas, que se limitam a gravar tudo que acontece com seus celulares. O mais absurdo é que ela sofre essa tortura todos os dias como se fosse a primeira vez, já que ao final do dia ela sempre tem a memória apagada. Tudo faz parte de um programa de televisão que exibe o drama de Victoria Skillane, que havia gravado as ações de seu noivo, que torturou e matou Jemima Sykes, uma menina de seis anos de idade. Charlie Brooker, o criador de Black Mirror, declarou que White Bear é definitivamente o episódio que fornece “a reação mais visceral e insana de telespectadores”.

A princípio o foco de White Bear parece ser uma crítica à passividade dos que filmam o horror sem interferir, mas o desenrolar da história levanta discussões sobre justiça e questionamentos sobre um suposto progresso moral da civilização. Afinal, assistir o desespero de Victoria pela televisão ou internet é muito diferente das exibições de tortura em praças públicas que aconteciam na Idade Média? Outro ponto a ser mencionado é o sadismo, obtenção de prazer e felicidade através do sofrimento alheio.

Grande parte da sociedade moderna, em Black Mirror e na nossa realidade, ainda apoia a tortura de criminosos, de forma virtual, física e psicológica. Um dos exemplos mais evidentes são os casos que envolvem pedofilia, como no episódio Shut Up and Dance. A tecnologia, especialmente a internet, ao mesmo tempo que facilita o acesso a material pornográfico infantil, permite a exposição dos consumidores, o que pode ter consequências dramáticas.

Em Nosedive podemos observar um mundo onde a dependência de redes sociais é levada a um nível extremo, e as pessoas se avaliam o tempo todo “dando e recebendo estrelas”. Vários estudos concluem que, mesmo que as redes sociais tragam prazer através de curtidas e outros mecanismos que ativam sistemas de recompensa do cérebro, o uso delas não está ligado a felicidade a longo prazo. Pelo contrário, o uso de redes sociais é frequentemente ligado a prejuízos à saúde mental, como depressão (Primack et al., 2016; Kross et al., 2013).

A busca incessante por prazer é discutida por estudiosos como o psicólogo Michael Eysenck, que comparou esta forma de busca pela felicidade com uma esteira rolante, cunhando o termo ‘esteira hedonista‘, que significa que não importa quanto corremos na direção dos prazeres (ou quanto sofremos), ficamos sempre mais ou menos no mesmo lugar.  Eysenck criou a teoria baseando-se em um famoso estudo do final da década de 70, dos psicólogos Philip Brickman e Donald Campbell, que concluíram que ganhadores de loteria voltavam aos níveis de satisfação anteriores em menos de um ano. E paraplégicos também. O fenômeno observado nos humanos, chamado de adaptação hedônica por eles, é uma tendência a retornar a um nível relativamente estável de felicidade, mesmo após a ocorrência de importantes acontecimentos positivos ou negativos.

Esse tipo de reflexão já era feito por Santo Agostinho, citado por Robert Burton na sua obra A anatomia da melancolia de 1621: “O desejo não tem descanso”. O filósofo Arthur Schopenhauer via o homem como vítima do desejo. Em A Arte de Ser Feliz ele diz que “nós habituamo-nos à ampliação dos nossos desejos e tornamo-nos indiferentes à posse correspondente. A fonte da nossa insatisfação reside nas nossas tentativas, continuamente renovadas, de aumentar o limite constituído pelas pretensões”.

Em Playtest temos Cooper, que vai viajar pelo mundo enquanto foge do desprazer gerado pelas ligações de sua mãe. Para ganhar dinheiro, ele se torna participante de testes com uma nova tecnologia de jogos. Em um jogo onde a premissa é “materializar” os medos escondidos na mente do jogador, Cooper dá de cara com uma aranha gigante ultrarrealista (mesmo tendo o rosto de um antigo colega de escola que praticava bullying). Mas o jogo toma outra proporção. Cooper apresenta um terrível medo do esquecimento e começa a perder a própria identidade. A memória é um pilar extremamente importante do reconhecimento de si próprio, e a proporção dos efeitos dos prejuízos à ela podem ser vistos em transtornos como o Mal de Alzheimer, doença degenerativa que pode provocar graves alterações na personalidade.

É interessante apontar que, fora da ficção, a realidade virtual é extremamente útil na cura de fobias, auxiliando em terapia, onde o indivíduo é exposto ao que lhe causa pavor até que a resposta emocional de medo seja extinta.

Realidade virtual pode reduzir a dor associada com tratamento dentário

A tecnologia também é fundamental nos inúmeros estudos feitos com o objetivo de combater doenças degenerativas graves com o Mal de Alzheimer. Um caso interessante de ser citado é o Google Glass, os “óculos da Google”. O dispositivo oferece lembretes, orientação espacial através de GPS e recursos de reconhecimento facial.

A tecnologia também se mostra uma faca de dois gumes no episódio Men Against Fire. Militares possuem implantes oculares que se mostram úteis nas caçadas às “baratas”, aparentemente monstros que causam diversos prejuízos aos seres humanos. Porém, esses mesmos implantes alteram a percepção individual. As “baratas” na verdade são pessoas consideradas como possuidoras de “sangue ruim”, e o objetivo da eliminação delas é um processo de eugenia. Stripe, o personagem principal, descobre a verdade, mas a realidade objetiva (ter matado várias pessoas inocentes) é insuportável, então ele prefere uma mentira confortável. No seu mundo subjetivo (e falso) ele é um bom soldado que mata monstros, e quando volta pra casa ainda se encontra com a mulher amada, que não existe realmente.

Em Hated in The Nation o ódio que costumamos ver ser despejado na internet toma proporções catastróficas. A hashtag #MorteA seguida do nome de alguém no Twitter provoca a morte de quem tiver mais “votos”, ou seja, quem for o mais odiado do dia. Dessa forma, a expressão de um sentimento subjetivo toma a forma de uma arma objetiva. Como dito no próprio episódio, “é quase como matar com o pensamento”. Lembra do Dilema do Trem?

O episódio especial White Christmas é o meu preferido. Nessa história há um dispositivo de realidade aumentada irremovível implantado nos olhos das pessoas, chamado “Z-Eye”. Esse dispositivo permite bloquear quem você quiser, tanto na vida real ou na vida virtual. Quando bloqueada, a pessoa só pode ver você como uma sombra, não pode te ouvir, te localizar, e todas as suas imagens ficam inacessíveis, até em fotografias. Pareceu uma boa ideia para usar com o ex-namorado? Talvez a próxima possibilidade não seja tão legal.

Uma mulher chamada Greta paga por um serviço bizarro: sua mente é clonada e colocada em um dispositivo eletrônico em formato de ovo. A “Greta digital” tem um corpo virtual, mas está limitada a uma sala branca que tem apenas um painel de controle. O trabalho de Matt Trent é convencer a “nova Greta” de que ela permanecerá ali para fornecer serviços personalizados à Greta original, que escravizou sua própria versão digital para fazer torradas e mostrar sua agenda de compromissos. O ponto mais impactante é que a Greta virtual pensa que é real, age como se fosse real, e sofre como se fosse real. Ela é uma mente humana transformada em um algoritmo, mas que experimenta o sofrimento como um ser humano comum. Prova disso é a tática usada por Matt para convencê-la a realizar as tarefas para as quais foi criada. Basicamente: o tédio. Matt fez com que o dispositivo simulasse uma passagem de tempo enorme em pouco segundos. A Greta virtual passa então 3 semanas, e depois 6 meses sem fazer absolutamente nada. Após isso, ela implora para fazer seu trabalho de escrava. Parece absurdo? Não é. Em uma pesquisa feita pela Universidade de Virginia muitos participantes preferiram dar choque em si mesmos do que ficar sem fazer absolutamente nada por um período que variava de 6 a 15 minutos (Wilson et al., 2011).

Martin Heidegger em sua obra Introdução à Metafísica (1953) apresenta um texto que é visto por muitos como profético, onde aponta que determinadas circunstâncias como “quando a tecnologia e o dinheiro tiverem conquistado o mundo (…) reviverão como fantasma as perguntas: para quê? Para onde? E agora? A decadência dos povos já terá ido tão longe, que quase não terão mais força de espírito para ver e avaliar a decadência simplesmente como… Decadência. “

Karl Marx considerava que a humanidade enquanto organismo tem atributos divinos, como onipresença, onisciência (intercâmbio de conhecimentos) e capacidade de obras extraordinárias (Bins, 1985). Sigmund Freud em O Mal-estar na Civilização (1930) também aborda a tecnologia, partindo dos primeiros atos da civilização, que foram a utilização de instrumentos, a obtenção do controle sobre o fogo e a construção de habitações. O homem surgiu como um “débil organismo animal”, mas através da ciência e tecnologia tornou-se um “Deus protético”.

Freud aborda a relação dos avanços científicos e tecnológicos com a felicidade dos seres humanos: “Os homens (…) parecem ter observado que o poder recentemente adquirido sobre o espaço e o tempo, a subjugação das forças da natureza (…) não os tornou mais felizes”. Freud cita alguns exemplos de possibilidades de felicidade que a tecnologia nos traz, mas “a voz da crítica pessimista se faz ouvir” e surgem paradoxos como: “se não houvesse ferrovias para abolir as distâncias, meu filho jamais teria deixado sua cidade natal e eu não precisaria de telefone para ouvir sua voz”.

Mesmo com nosso desconforto aparente com a civilização atual e nas histórias de Black Mirror, é difícil avaliar o sentimento de felicidade das pessoas em épocas anteriores e em épocas futuras, e quais as influências culturais sobre isso. A nossa tendência é considerar objetivamente as condições de felicidade e infelicidade das pessoas, isto é, nos colocarmos em seus lugares com nossas próprias necessidades e sensibilidades. Segundo Freud, “esse método de examinar as coisas, que parece objetivo por ignorar as variações na sensibilidade subjetiva, é, naturalmente, o mais subjetivo possível, de uma vez que coloca nossos próprios estados mentais no lugar de quaisquer outros, por mais desconhecidos que estes possam ser. A felicidade, contudo, é algo essencialmente subjetivo”.

*Artigo originalmente escrito para a Revista Mistérios da Psique.


Sobre o autor:

Tiago Azevedo é estudante de Psicologia da UFSJ e proprietário do site Psicoativo.com, um dos maiores do Brasil em seu nicho. Busca compartilhar de forma gratuita através de internet o conhecimento que adquire sobre psicologia e áreas relacionadas, dentro e fora da universidade, disponibilizando artigos no site, vídeos em um canal no Youtube e conteúdos diversos em várias redes sociais.

Site: www.psicoativo.com


Referências:

Arendt, Hannah (1999). Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal. Trad. José Rubens Siqueira. São Paulo: Companhia das Letras.

Brickman, P, &  Campbell, D. T (1971). Hedonic Relativism and Planning the Good Society. Academic Press.

Burton, R (1621). A anatomia da melancolia. UFRP.

Bins, M (1985). Introdução À Sociologia Geral. Mundo Jovem.

Diener, Ed; Lucas, Richard E.; Scollon, Christie Napa (2016). Beyond the hedonic treadmill: Revising the adaptation theory of well-being. American Psychologist.

Freud, S (1930). O Mal-estar na Civilização. Penguin E Companhia Das Letras.

Greene, J.D, R. B. Sommerville, L. E. Nystrom, J. M. Darley, J. D. Cohen (2001). An fMRI Investigation of Emotional Engagement in Moral Judgment. Science.

Greene, J.D, Leigh E. Nystrom, Andrew D. Engell, John M. Darley, Jonathan D. Cohen (2004). The Neural Bases of Cognitive Conflict and Control in Moral Judgment. Neuron.

Greene, J.D., Haidt, J (2002). How (and where) does moral judgment work? TRENDS in Cognitive Sciences.

Heidegger, M (1956). Introdução à metafísica. Nova Buenos Aires.

Kross E, Verduyn P, Demiralp E, Park J, Lee DS, Lin N, et al. (2013) Facebook Use Predicts Declines in Subjective Well-Being in Young Adults. PLoS ONE.

Primack, BA et al. (2016). Association between social media use and depression among U.S. young adults. Depression and Anxiety.

Schopenhauer, A (2001). A Arte de ser feliz. Martins Fontes.

Wilson, T. D., Reinhard, D. A., Westgate, E. C., Gilbert, D. T. Ellerbeck, N., Hahn, C., Brown, C. L., & Shaked, A. (2014). Just think: The challenges of the disengaged mind. Science.

 




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