Ser “bom demais” no Tinder pode fazer ninguém te querer

Um estudo recentemente publicado por pesquisadores da Universidade de Iowa analisou como tipos específicos de conteúdo nos perfis de relacionamentos online mudaram a percepção das pessoas sobre o dono do perfil. Eles descobriram que tentar impressionar muito foi um grave erro.

(Amy Cavenaile / The Washington Post; iStock)
(Amy Cavenaile / The Washington Post; iStock)

Para realizar o experimento, os pesquisadores criaram quatro perfis diferentes que diferiam em duas dimensões básicas. Uma dessas dimensões foi o que eles chamam de “auto-apresentação seletiva”, ou o grau em que as pessoas enfatizaram as melhores partes de si mesmos e minimizam o pior. A segunda dimensão foi “garantias” – basicamente, informações pessoais detalhadas que podem ser verificadas online, ou links para um site profissional de terceiros que poderia verificar a sua biografia.

Os pesquisadores pediram a um grupo de 316 pessoas para rever uma das quatro amostras perfis de encontros online, que tiveram alguma combinação de alta ou baixa auto-apresentação seletiva e alta ou baixa confiabilidade. Em seguida, eles analisaram se os revisores viam essas pessoas como mais ou menos socialmente atraentes (ou seja, se eles queriam passar tempo com elas) e de confiança, e se isso influenciou o seu desejo de encontrá-las.

Auto-aperfeiçoamento seletivo é muito comum online. (Quantas vezes você desmarcou fotos em que você tá feio(a) e te marcaram no Facebook?) E as razões para as pessoas usarem auto-aperfeiçoamento seletivo quando criam seus perfis em sites ou aplicativos como o Tinder é clara: Eles querem destacar as suas melhores qualidades para qualquer pretendente em potencial.

Mas o estudo sugere que, quando se trata de namoro online, esta abordagem pode sair pela culatra. Os pesquisadores descobriram que as pessoas com alta auto-apresentação seletiva eram vistas como se gabando sobre a sua aparência e suas realizações – e foram, por sua vez vistas como socialmente menos atraentes e menos confiáveis. E isso se traduziu em menos contatos e menos encontros.

Para alguns dos perfis, dar o tipo de informação que pode ser verificada ajudou, mas não para todos. “Assegurar” que não é fake não ajuda quando as pessoas eram vistas como se gabando ou tentando ser boas demais (ou seja, ter elevada auto-apresentação seletiva). Nestes casos, acrescentar a informação de apoio fez os donos do perfil parecerem ser os mais arrogantes de qualquer grupo.

Mas a combinação de baixa auto-apresentação seletiva e de alta confiabilidade deu certo. Essas pessoas foram vistas como honestas, mas também acessíveis. A razão mais provável é que as pessoas que buscam encontros marcados através da internet são cautelosas com perfis que prometem muito.

Estudos anteriores mostraram que exagerar em perfis de relacionamentos online – mentir sobre sua altura, peso ou algum outro atributo – é extremamente comum. Um estudo denominado “perfil como promessa” diz que as pessoas que usam sites e aplicativos de relacionamentos online criam uma visão de quem eles poderiam ser, em vez de quem eles são. Em comparação com a vida real, elas realmente mostram mais atração social inicial para os outros, mas também mostram muito menos confiança.

Em um ambiente de relacionamentos online com possibilidades quase ilimitadas, parece que a mercadoria rara não é alguém por quem você está fisicamente ou socialmente atraído, mas alguém em quem você pode realmente confiar.


Artigo original do Wonk – Washington post


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