Efeitos da meditação são reais e comprovados cientificamente

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Recomendada como terapia alternativa em muitos casos, a meditação e seus efeitos é hoje foco de muitos estudos científicos. Praticantes de meditação afirmaram que, além da sensação de relaxamento e tranquilidade física, eles experimentam benefícios cognitivos e psicológicos de longa duração. 

Alterações físicas no cérebro também são percebidas. De acordo com um artigo de pesquisa publicado na Frontiers in Human Neuroscience  em fevereiro de 2012, a meditação pode alterar a geometria da superfície do cérebro.

A bióloga Elisa Kozasa e o neurocientista Luiz Eugênio Mello, em entrevista à revista Ciência Hoje, falaram sobre os efeitos que podem ser percebidos e sobre pesquisas realizadas no Brasil que tambe, comprovam a alteração física  do cérebro.  “Para nosso espanto, verificamos, com quase 95% de acurácia, que era possível distinguir o cérebro de uma pessoa que meditava do de outra que não o fazia. Foram considerados os volumes de 121 regiões do cérebro; algumas das regiões que mais se diferenciaram foram tálamo, giro pré-central, giro frontal inferior e o córtex entorrinal”, diz o neurocientista. A análise foi feita através deum programa de computador desenvolvido por João Ricardo Sato, da Universidade Federal do ABC, que classifica os cérebros de meditadores e não meditadores com base em imagens estruturais cerebrais obtidas por ressonância magnética.

Outro artigo publicado em 2012  fala sobre uma pesquisa realizada com pacientes com doenças cardíacas e o grupo que escolheu ter aula sobre meditação transcendental durante o tratamento   obteve redução de 48% para o risco geral de ataque cardíaco, acidente vascular cerebral e morte.

Por muito tempo os cientistas acreditaram ter “evidências” de que o cérebro era uma estrutura fixa, com um número de neurônios que só fazer decrescer ao longo da vida. Hoje já é reconhecido não apenas que o cérebro é dotado de plasticidade, mas também que mudanças no cérebro podem ser induzidas voluntariamente. O estado meditativo mostra também como o cérebro pode ser moldado pela meditação, pois proporciona relaxamento profundo e de intensa concentração, o que nos remete a condição adequada para uma outra prática, a hipnose. Esse estado deixa-nos mais vulneráveis a sugestões, o que justifica a possibilidade de moldar o cérebro. 

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Conhecida como “mindfulness” (traduzido como “atenção plena” em português), a técnica de meditação consiste em criar um estado psicológico no qual se permanece atento aos próprios pensamentos, sensações físicas e emoções no momento em que elas ocorrem, se concentrando no presente e ignorando passado e futuro. Não é necessário sentar em determinada posição ou próximo a natureza; é uma condição que pode ser criada em um montento rotineiro podendo, inclusive, ser utilizada para melhorar a  eficiência de atividades que exigem concentração. Se concentrar apenas no momento presente sem “remoer” acontecimentos passados ou se preocupar com o que irá acontecer libera as ondas neurais quando feito frequentemente melhora problemas de ansiedade, por exemplo.

A Universidade Federal de São Paulo possui o núcleo “Mente Aberta”, pelo Sistema Único de Saúde.É um curso gratuito, de oito semanas e voltado para pessoas de todas as idades com alto grau de estresse, ansiedade, depressão e dores crônicas.

“Apesar de vir do budismo, o ‘mindfulness’ chega à saúde com uma roupagem laica para se tornar mais inclusivo. No SUS há uma diversidade de religiões, por isso algumas pessoas usam outros termos que não seja meditação, mas técnicas de aliviar a tensão, de acalmar a mente ou atenção plena”, explica a psicóloga Daniela Sopeski, que estudou a técnica da Inglaterra e hoje faz parte do grupo da Unifesp.

 





Um comentário em “Efeitos da meditação são reais e comprovados cientificamente

  • 07/08/2017 em 16:14
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    Sou estudante de serviço social. Importante mesmo para mim é observar atentamente como funcionamos para ai sim nos conhecermos para evoluirmos. Tudo começa por mim.

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