O que é Id segundo Freud?

Definição de id para Freud

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Id, a Lua Egoísta do Universo Marvel pesando a barra do DeadPool

Id para Freud é o componente da personalidade composto de energia psíquica inconsciente que trabalha para satisfazer impulsos básicos, necessidades e desejos. O id opera com base no princípio do prazer, o que exige a satisfação imediata das necessidades. Isso segundo a sua teoria psicanalítica da personalidade.

O id é a única parte da personalidade que está presente ao nascimento. Freud também sugeriu que este componente primitivo da personalidade existia completamente dentro do inconsciente.

O id atua como a força motriz por trás da personalidade. Ele não só se esforça para cumprir nossos impulsos mais básicos, muitos dos quais estão ligados diretamente à sobrevivência, como também fornece toda a energia necessária para dirigir personalidade.

Durante a infância, antes dos outros componentes da personalidade começarem a se formar, as crianças são governadas inteiramente pelo id. Satisfazer as necessidades básicas com comida, bebida e conforto são de extrema importância. À medida que envelhecem, seria obviamente muito problemático agir simplesmente para satisfazer as necessidades do id, sempre que sentimos uma necessidade, ou desejo. Felizmente, os outros componentes da personalidade se desenvolvem à medida que envelhecemos, o que nos permite controlar as exigências do id e nos comportar de formas socialmente aceitáveis.

Como mencionado anteriormente, o id age de acordo com o princípio de prazer, que é a ideia de que é preciso se satisfazer imediatamente. Quando você está com fome, o princípio do prazer te direciona para comer. Quando você está com sede, ele te motiva a beber. Mas, claro, nem sempre podemos satisfazer os nossos desejos de imediato. Às vezes precisamos esperar até o momento certo ou até que nós realmente tenhamos acesso às coisas que atendam às nossas necessidades.

Quando somos incapazes de satisfazer imediatamente uma necessidade, a tensão resulta disso. O ID conta com o processo primário para aliviar temporariamente a tensão. O processo primário envolve a criação de uma imagem mental – seja através de sonhar acordado, criar fantasias, ter alucinações, ou algum outro processo. Por exemplo, quando você está realmente com sede, você pode começar a fantasiar sobre um grande e lindo copo de água gelada.

Lembre-se, no entanto, que o id é apenas um dos três principais componentes da personalidade, junto do ego e do superego.

Observações

  • “É a parte obscura, a parte inacessível de nossa personalidade; o
    pouco que sabemos a seu respeito, aprendemo-lo de nosso estudo da elaboração onírica e da
    formação dos sintomas neuróticos, e a maior parte disso é de caráter negativo e pode ser descrita
    somente como um contraste com o ego. Abordamos o id com analogias; denominamo-lo caos,
    caldeirão cheio de agitação fervilhante. Descrevemo-lo como estando aberto, no seu extremo, a
    influências somáticas e como contendo dentro de si necessidades instintuais que nele encontram
    expressão psíquica; não sabemos dizer, contudo, em que substrato. Está repleto de energias que
    a ele chegam dos instintos, porém não possui organização, não expressa uma vontade coletiva,
    mas somente uma luta pela consecução da satisfação das necessidades instintuais, sujeita à
    observância do princípio do prazer”.
    “(Sigmund Freud, 1933, Novas conferências introdutórias sobre psicanálise)
  • “O ego deve, no geral, executar as intenções do id, e cumpre sua atribuição descobrindo as circunstâncias em que essas intenções possam ser mais bem realizadas. A relação do ego para com o id poderia ser comparada com a de um cavaleiro para com seu cavalo. O cavaloprovê a energia de locomoção, enquanto o cavaleiro tem o privilégio de decidir o objetivo e de guiar o movimento do poderoso animal. Mas muito freqüentemente surge entre o ego e o id a situação, não propriamente ideal, de o cavaleiro só poder guiar o cavalo por onde este quer ir. Há uma parte do id da qual o ego separou-se por meio de resistências devidas à repressão. A repressão, contudo, não se estende para dentro do id: o reprimido funde-se no restante do id”
    “(Sigmund Freud, 1933, Novas conferências introdutórias à psicanálise)

Citações

  • “As pessoas realmente vivem com sua id exposta. Elas não são boas em esconder o que está acontecendo lá dentro.”
    (Philip Seymour Hoffman)


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