Transgeneridade não é doença mental – Novo estudo

A identidade trans não deve mais ser classificada como uma desordem mental em uma lista de doenças da Organização Mundial da Saúde, de acordo com um estudo apresentado no México na quinta-feira.

A modelo e estrela de TV canadense, Jenna Talackova tentou fazer um passo na tentativa de se tornar a próxima Miss Universo. Ela competiu no Miss Universo Canadá 2012 e foi desclassificado por ter nascido homem. Eles afirmaram Miss Universo precisava ser "mulheres naturalmente nascidos".
A modelo e estrela de TV canadense, Jenna Talackova tentou fazer um passo na tentativa de se tornar a próxima Miss Universo. Ela competiu no Miss Universo Canadá 2012 e foi desclassificada por ter nascido homem. Eles afirmaram que a Miss Universo precisava ser “naturalmente nascida mulher”.


Violência e rejeição social são a causa de sofrimento mental e comprometimento entre as pessoas transexuais, não a sua identidade de gênero, de acordo com a pesquisa publicada na revista The Lancet Psychiatry .

→ Entenda o que é transgênero e identidade de gênero

“Se não é uma doença agora, então nunca foi.” – Eduardo Madrigal, presidente da Associação Mexicana de Psiquiatria, disse em uma entrevista coletiva.

O estudo de campo foi realizado entre abril e agosto 2014 entre 250 adultos transgêneros que estavam recebendo serviços de saúde na Clínica Especializada Condesa na Cidade do México. O grupo passou por uma entrevista que constatou que 83% tinham experimentado angústia sobre sua identidade sexual durante a adolescência.

É o primeiro de uma série de estudos semelhantes, que serão realizados no Brasil, França, Índia, Líbano e África do Sul. Os resultados serão apresentados na 11ª revisão da Classificação Internacional de Doenças da OMS em 2018, uma ferramenta de diagnóstico para os prestadores de cuidados de saúde em todo o mundo.

“Esta reclassificação não só irá promover discussões de novas políticas de saúde para a comunidade trans ter um melhor acesso aos serviços de saúde, mas também irá ajudar a reduzir o estigma e rejeição dos quais eles são vítimas”, disse Ana Fresan, uma das autoras do estudo.

Fonte: Medical Express


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