O polêmico experimento de obediência de Milgram

Stanley Milgram e o famoso experimento de obediência

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Stanley Milgram (1933-1984), um psicólogo experimental americano da Universidade de Yale, conduziu uma série de experimentos sobre conformismo e obediência à autoridade. Nesses experimentos, Milgram recrutou por anúncios de jornal cidadãos comuns através da oferta de 4 dólares para a participação de uma hora em um “estudo da memória.”


Quando o sujeito chegava ao laboratório experimental, a ele era atribuído o papel de “professor”, e pedido para ler uma série de pares de palavras para outro “sujeito”, o aluno, que na verdade era um ator. O professor-sujeito, em seguida, iria testar no aluno a capacidade de recordar os pares através da leitura da primeira palavra em cada par.

Sempre que o aluno cometesse um erro, o professor-sujeito era instruído a administrar a punição na forma de choque elétrico. Esta instrução, por uma figura de autoridade ou empregador, para administrar a dor em um ser humano, está no centro da controvérsia.

O professor-sujeito observou como o aluno estava amarrado em uma cadeira e um eletrodo foi anexado ao pulso do aluno. O professor foi incentivado pelos pesquisadores a continuar a administrar os choques.

Stanley Milgram descobriu que  65% dos professores-cobaias continuariam a fazer o que lhes foi dito, mesmo que pudessem ouvir os gritos de sofrimento dos alunos que imploravam, e concluiu que a maioria das pessoas irá seguir as instruções de uma figura de autoridade, desde que considerem a autoridade legítima.

Muitos psicólogos questionaram a ética da realização de tais experimentos, onde os participantes foram incentivados, em nome de experimentação científica, a causar sofrimento aos outros. Outro aspecto da controvérsia em torno do trabalho de Milgram foi focar as implicações de suas descobertas no futuro das sociedades e das suas figuras de autoridade.


Sugestões de leitura:
  • Milgram, Stanley. “Behavior Study of Obedience.” Journal of Abnormal Psychology, 1963.
  • “Some Conditions of Obedience and Disobedience to Authority,” Human Relations, 1965.
  • “Issues in the Study of Authority: A Reply to Baumrind,” American Psychologist, 1964.
Fonte


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