O que causou a insanidade e morte de Nietzsche?

Um artigo publicado na Acta Psychiatrica Scandinavica reconsidera a loucura e a morte do filósofo Friedrich Nietzsche, que comumente se pensa ter morrido de neurossífilis.

Em contraste, os autores do novo estudo sugerem que Nietzsche morreu de demência frontotemporal – um tipo de demência que afeta especificamente os lobos frontal e temporal.

Embora muitas pessoas tenham “diagnosticado” figuras históricas em retrospectiva, este estudo é diferente, na medida em que os autores revisaram notas médicas reais de Nietzsche à luz do que se sabe sobre a progressão da sífilis e demência hoje.

Imagens de Nietzsche pouco antes de morrer

“Mais de 100 anos após sua morte, Friedrich Nietzsche continua a ser uma das figuras mais controversas da história da filosofia. Seus escritos contêm algumas das mais profundas declarações filosóficas do século 19, e foram excepcionalmente influentes. No entanto, elas também expressam ambiguidades e contradições, que deixam perplexos os estudiosos, ainda discutindo sobre o seu significado e intenção. Tais ambiguidades se refletem não só na vida de Nietzsche, mas também em sua doença terminal e morte.

Na sequência de um surto psicótico em 1889, com a idade de 44 anos, ele foi internado no manicômio de Basileia e em 18 de janeiro de 1889 foi transferido para o manicômio de Jena. Ele permaneceu na escuridão demente até sua morte em 25 de agosto de 1900. Na Basileia, o diagnóstico foi de paralisia geral do insano (neurossífilis). Este diagnóstico foi confirmado em Jena e ainda é amplamente aceito. No entanto, mesmo alguns dos contemporâneos de Nietzsche duvidavam disso. A falta de certeza sobre a sua infecção luética, a longa duração da doença e algumas características clínicas levam-nos a questionar o diagnóstico de paralisia geral do insano.

Neste estudo, nós reconstruímos a anamnese [história clínica] da doença de Nietzsche e revimos a apresentação clínica. Em seguida, observamos a história natural da paralisia geral do insano como foi na virada do século 19, e sugerimos um diagnóstico alternativo, ou seja, de demência frontotemporal (DFT), que tem sido caracterizada em detalhes apenas nas últimas duas décadas.”

Link para o artigo.

O que é demência frontotemporal?

A demência frontotemporal, em particular, é uma doença de início insidioso e progressão lenta que, em geral, acomete pessoas acima de 50 anos, mais as mulheres do que os homens, e cujos sintomas, muitas vezes, não são valorizados pela família. O primeiro sinal, geralmente, é uma crise de depressão tardia, seguida de distúrbios comportamentais, tais como desinibição, negligência com os cuidados pessoais e de higiene, desatenção, agressividade, além de distúrbios cognitivos (comprometimento da memória), rigidez mental, hiperoralidade, labilidade emocional e alterações da fala.

Leia mais no site do Dr Drauzio Varella


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