3 mitos da Psicologia: 10% do cérebro, Mozart e Teste Rorschach (manchas de tinta)

Nós só usamos 10% do nosso cérebro.

cerebro 10 porcento

De onde é que essa mentira vêm então? A ideia poderia ter se originado a partir de Sir William James, um dos primeiros psicólogos, quando escreveu um livro chamado The Energies of Men em 1908. Neste livro, na página 12, ele afirma que, “Estamos fazendo uso de apenas uma pequena parte dos nossos possíveis recursos mentais e físicos”. Ou a raiz deste mito poderia ter sido plantada quando Karl Lashley removeu grande parte dos cérebros de ratos e mostrou que eles ainda poderiam reaprender muitas habilidades anteriores na década de 1920. Isto poderia ser mal interpretado para dizer: “O rato pode ainda viver, mesmo faltando grandes partes do seu cérebro. Portanto essas peças não eram utilizadas. ”

Mesmo que a remoção de pequenas partes do cérebro humano possa ter efeitos devastadores sobre o comportamento da pessoa (é por isso que os neurocirurgiões devem mapear o cérebro com muito cuidado), as pessoas ainda acreditam neste mito, embora haja evidências que desbanquem.

Leia sobre o caso Phineas Gage e veja como um dano cerebral pode mudar uma pessoa.

Ouvir Mozart faz você mais inteligente.

Este mito tem suscitado todos os tipos de tentativas de tornar as crianças mais inteligentes. Os pais começaram a agendar rotinas de quando eles iriam tocar Mozart para seu bebê.

A origem deste mito começou com um estudo feito em 1991, onde psicólogos pegaram apenas 36 participantes que nem eram crianças, eram jovens adultos, para sua experiência. Eles dividiram o número de participantes em 3 grupos, onde um ouvia Mozart, um ouvia uma fita de relaxamento e o outro sentava-se em silêncio. Eles foram, então, solicitados a completar uma série de tarefas mentais. Geralmente, o grupo que ouviu Mozart foi melhor nas tarefas.

Ao contrário do mito, numerosos estudos mostraram realmente que o aumento do QI é devido à excitação do cérebro. E ele funciona com qualquer tipo de música ou de estimulação cognitiva, e não apenas Mozart. Também ao contrário do mito, a inteligência elevada dura apenas cerca de 15 minutos, e não é uma forma de aumentar a inteligência ao longo da vida.

O teste Rorschach da mancha de tinta pode ser utilizado para analisar as pessoas.

Rorschach - Watchmen

Este é um conjunto de testes construído para detectar distúrbios metais ou deduzir características de personalidade de alguém, com base em como interpreta os borrões de tinta. Ele foi criado pela primeira vez em 1921, quando Hermann Rorschach publicou um livro de borrões de tinta intitulado Psychodiagnostik. Foi usado como uma ferramenta para psicólogos e foi difundido durante os anos 1950 e 60, mas como o passar do tempo, as pessoas começaram a questionar a confiabilidade destes testes.

A verdade é que, quando você chegar à própria base desta teoria, você pode ver que Rorschach tinha pouca ou nenhuma evidência para suportar os testes. Scott Lilienfield, um professor associado de psicologia na Emory College, um dos muitos psicólogos que duvidam deste teste e co-autor do livro What’s Wrong With Rorschach? (O que há de errado com Rorschach?),estudou e pesquisou mais de 50 anos de evidências para o teste da mancha de tinta, mas concluiu que é “fraco na melhor e inexistente na pior das hipóteses”. Estes testes não são mais usados pelos psicólogos modernos nos dias de hoje.


Fontes:

http://www.livescience.com/9695-rorschach-test-discredited-controversial.html

https://faculty.washington.edu/chudler/tenper.html

Via Psych2Go

 



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