O que é Desengajamento Moral?

Todos nós, mesmo nos considerando sujeitos éticos e justos somos capazes de cometer atos recrimináveis não respeitando os limites morais sociais impostos. Segundo Iglesias (2008), todas as pessoas são capazes de construir ideologias morais para justificar seus comportamentos e, geralmente tendem a convencer a si e aos outros de seus princípios conforme lhes convêm.

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Para nos dar uma visão mais profunda dessas questões morais e éticas Albert Bandura desenvolveu a teoria do Desengajamento Moral, tendo como referencial a Teoria Social Cognitiva. Essa teoria busca mostrar que as pessoas podem usar de vários artifícios para cometer atos condenáveis sem se sentirem culpadas ou censuradas por praticarem tais ações. Por isso, o uso do termo “desengajamento”, porque mostra que é possível se desprender ou desengajar dos próprios padrões morais para cometer atos antissociais deliberadamente, sem autocondenação. (Iglesias, 2008, p. 165).

Bandura determinou oito modos distintos pelos quais a conduta transgressiva é desengajada, ou seja, que foge dos padrões morais. São eles: justificativa moral, linguagem eufemística, comparação vantajosa, deslocamento da responsabilidade, distorção das consequências, desumanização e atribuição de culpa.


Referências:

Iglesias, F. (2008). Desengajamento moral. In A. Bandura, R. G. Azzi, & S. Polydoro (Org.), Teoria social cognitiva: conceitos básicos (pp. 165-176). Porto Alegre: Artes Médicas

Bandura, A. (1999). Moral disengagement in the perpetration of inhumanities. Personality and Social Psychology Review. [Special Issue on Evil and Violence], 3, 193-209





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