Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP): Conceito fundamental para a prática pedagógica

Tópicos:

  • Conceito de zona de desenvolvimento proximal – ZDP
  • Zona de Desenvolvimento Proximal Real e Potencial
  • Nível de Desenvolvimento Real (NDR) e Nível de Desenvolvimento Real (NDR)
  • Exemplos de nível de desenvolvimento real, nível de desenvolvimento potencial e ZDP
  • Zona de desenvolvimento proximal e sua relevância para a aprendizagem

A Zona de Desenvolvimento Proximal: um conceito fundamental para a prática pedagógica

André Pontes SILVA*

Para compreender a teoria da Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP) é necessário inicialmente definir duas teorias básicas:

A primeira é chamada de: Nível de Desenvolvimento Real (NDR), que descreve às habilidades próprias que um indivíduo possui e utiliza para realizar com sucesso determinadas tarefas/atividades sem precisar de ajuda.

A segunda é denominada: Nível de Desenvolvimento Potencial (NDP), que por sua vez caracteriza a atitude do indivíduo frente à situações-problema, na qual a solução acontece sob a orientação de outra pessoa com mais habilidade/experiencia em determinado acontecimento.

Dessa forma, a teoria da zona de desenvolvimento proximal diz respeito à distância entre o nível de desenvolvimento real e o nível de desenvolvimento potencial, esta é a definição de Vygotsky (1991; 1993; 1994; 1995; 1996; 2001, apud FILHO, et al 2009; apud CAMPOS, 2016).

Para exemplificar, considere a seguinte situação:

Na cozinha de uma residência com a presença de uma senhora de terceira idade e um adolescente, foi observada uma criança do sexo feminino com idade entre 2 e 3 anos. A situação deu-se da seguinte forma: a criança chegou um pouco irritada e lacrimejando na cozinha dizendo em voz alta “abre aqui! Abri aqui”, a tentativa frustrada de rasgar com os dentes a embalagem plástica de uma barrinha de chocolate/cereal a irritou bastante. Na sequência, o adolescente que estava sentado à mesa do jantar pegou a barra de chocolate/cereal ainda lacrada e mostrou para a criança o local de abertura “abra aqui” na parte superior da embalagem e a incentivou a puxar e rasgar o plástico. Como a criança não sabia ler, provavelmente deve ter entendido que aquele componente ondulado na parte superior do pacote servia para puxar e abrir o enfardamento do chocolate/cereal. Dessa forma, ela rasgou a embalagem do chocolate/cereal e toda a irritação sumiu.

Na ocorrência da situação supracitada temos o exemplo de nível de desenvolvimento real quando a criança faz a solicitação de ajuda para abrir a embalagem, ou seja, ao perceber que não iria conseguir abrir o chocolate, a criança usou a habilidade do drama e suposto choro como ferramenta para adquirir auxílio na abertura do pacote, em outras palavras, a criança usou sua particularidade para construir uma situação dramática e chamar a atenção das pessoas presentes.

No segundo momento temos um exemplo do nível de desenvolvimento potencial quando o adolescente mostra o local de abertura da embalagem para a criança, conduzindo-a a rasgar o plástico e enfim conseguir comer o chocolate.  Assim, temos um exemplo claro de zona de desenvolvimento proximal, no qual se refere ao ato acontecido entre o drama criado pela criança (“NDR”) e a orientação feita pelo adolescente (“NDP”).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A observação do contexto psicológico criado pela criança e pelo adolescente, comparada às informações obtidas na literatura, permite-nos alavancar a afinidade com a construção de conhecimento e a habilidade de mediar situações-problema para atingir importantes objetivos ligados à formação acadêmica, pessoal e profissional de nossos alunos. Assim, a compreensão e utilização da Zona de Desenvolvimento Proximal é fundamental para a prática pedagógica.


Sobre o autor:

* André Pontes Silva é Graduado em Educação Física. Cineantropometrista titulado pela International Society for the Advancement of Kinanthropometry (ISAK). Qualificado em Avaliação Física Funcional e Genética pela Federação Internacional de Educação Física (FIEP). Capacitado em APH, Resgate e Socorro, com aperfeiçoamento em Dislexia.

E-mail: <[email protected]>.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CAMPOS, J. A. P. P. et al. Psicologia da Educação. Batatais: Claretiano, 2016.

FILHO, I. A.T. V; PONCE, R. F; ALMEIDA, S. H. V. As compreensões do humano para Skinner, Piaget, Vygotski e Wallon: pequena introdução às teorias e suas implicações na escola. Psicologia da educação, n. 29, p. 27-55, 2009.

 



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