Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação: origem, indícios e estratégias de tratamento

Texto de André Pontes Silva*

Em fase de crescimento e desenvolvimento, o ser humano naturalmente aprimora as habilidades motoras e proprioceptivas; como por exemplo as noções de: perto e longe; rápido e devagar; alto e baixo; frente e atrás e etc.

Mas há aqueles que apresentam certos distúrbios nesta fase de crescimento e desenvolvimento. Na área da saúde e educação, este problema é denominado: Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação (TDC), entendido como dificuldades nas atividades da vida diária e nos aspectos linguísticos (TONIOLO; CAPELLINI, 2010; MIRABELLA et al., 2017, p. 1).

Conforme Gomez e Sirigu (2015), desde o século XX, pesquisadores observam os distúrbios motores, mas foi em 1994 que a terminologia Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação [Developmental Coordination Disorder (DCD)] foi estabelecida.

Segundo Pulzi e Rodrigues (2015) esse distúrbio é pouco estudado no Brasil, e as crianças com essas disfunções manifestam dificuldades em tarefas simples como a automanutenção e higiene pessoal, e até mesmo problemas nas relações interpessoais ao longo da vida.

Os achados de Pulzi e Rodrigues (2015, p. 433), mostram que uma boa estratégia de intervenção é submeter os portadores a vivenciar situações-problema no intuito de preparar esses indivíduos psicologicamente para as circunstancias mais comuns. Beltrame (2016) reforça, que ato de enfrentar as dificuldades motoras mais recorrentes, instiga o desenvolvimento das habilidades necessárias para agir em determinados casos.

Por sua vez, Alexandra e Montgomery (2005) certificam que a suplementação de omêga-3 pode facilitar o processo de intervenção no transtorno do desenvolvimento da coordenação, uma vez que esses ácidos graxos auxiliam positivamente o desenvolvimento neurológico e psiquiátrico de quem os ingere.


André Pontes Silva. Graduado em Educação Física. Cineantropometrista titulado pela International Society for the Advancement of Kinanthropometry (ISAK). Qualificado em Avaliação Física Funcional e Genética pela Federação Internacional de Educação Física (FIEP). Capacitado em APH, Resgate e Socorro. Aperfeiçoamento em Dislexia. E-mail: <[email protected]>.


Referências

ALEXANDRA, J.; MONTGOMERY, P. A randomized, controlled trial of dietary supplementation with fatty acids in children with Developmental Coordination Disorder. Pediatrics, v. 115, n. 5, 2005. Disponível em: < http://pediatrics.aappublications.org/content/115/5/1360 >. Acesso em: 3 ago. 2017.

BELTRAME, T. S. et al. Desenvolvimento motor e autoconceito de escolares com transtorno do desenvolvimento da coordenação. ABRAPEE, Maringá, v. 20, n. 1, 2016 Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/pee/v20n1/2175-3539-pee-20-01-00055.pdf >. Acesso em: 3 ago. 2017.

GOMEZ, A.; SIRIGU, A. Developmental Coordination Disorder: core sensori-motor deficits, neurobiology and etiology. Neuropsychologia, v. 79, p. 272-287, 2015. Disponível em: < https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26423663 >. Acesso em: 3 ago. 2017.

MIRABELLA, G. et al Developmental Coordination Disorder affects the processing of action-related verbs. Frontiers. Hum. Neurosci., v. 10, p. 1-14, 2017. Disponível em: < https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5222863/ >. Acesso em: 3 ago. 2017.

PULZI, W.; RODRIGUES, G. M. Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação: uma revisão de literatura. Rev. Bras. Ed. Esp., Marília, v. 21, n. 3, p. 433-444, 2015. Disponível em: < http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-65382015000300433&script=sci_abstract&tlng=pt >. Acesso em: 3 ago. 2017.

TONIOLO, C. S.; CAPELLINI, S. A. Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação: revisão de literatura sobre os instrumentos de avaliação. Rev. Psicopedagogia, São Paulo, v. 27, p. 109-116, 2010. Disponível em: < http://www.revistapsicopedagogia.com.br/detalhes/224/transtorno-do-desenvolvimento-da-coordenacao–revisao-de-literatura-sobre-os-instrumentos-de-avaliacao >. Acesso em: 3 ago. 2017.





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