A dimensão psíquica do ser humano como precursora das atitudes

Por André Pontes Silva*

Todo ser humano que nasce e cresce, adquire ao longo do tempo argumentos e estratégias para aplicar na sua rotina; seja escrever uma carta ou construir uma ponte, o homem consegue realizar tarefas incríveis pela sua dimensão biológica, ou seja, seu contato com o mundo através do próprio corpo.

Quando o ser humano toma uma decisão; quando expressa um sentimento; quando se emociona e quando fala algo que não tem vontade de falar, nesse momento, diz-se que o indivíduo usou sua essência, isto é, seus métodos pessoais para manifestar objeções e satisfações; esta essência podemos denomina-la dimensão psíquica, assunto que diverge entre os autores da literatura.

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Mas afinal, todo ser humano possui dimensão psíquica? Para responder tal pergunta, uma revisão pode ajudar.

Segundo Daniel e Scopinho (2013), cada ser humano possui um corpo único e emoções distintas, mas não esses fatores que formam a essência. Pode-se observar então através das ideias explanadas acima, que a essência/dimensão psíquica de um indivíduo é aquilo que ele é, sabe e faz; por exemplo, se pegarmos um aparelho celular  e pedirmos para que cinco pessoas diferentes criem uma pequena história improvisada para aquele telefone, observaremos que cinco histórias diferentes para o mesmo objeto serão feitas, isto mostra que cada ser humano tem sua essência e dimensão psíquica, que deve ser descoberta e aceita pelo próprio individuo o mais breve possível, a fim de conhecer melhor seus defeitos e qualidades; e a partir desta descoberta e aceitação, ajudar o próximo e conviver em sociedade da melhor maneira, afinal ninguém é feliz sozinho.

A concepção de sociedade do autor supracitado diz que precisamos de alguém para vir ao mundo, e na sequência, para se tornar um cidadão precisamos conviver com o outro, mas nesta dimensão social é necessário ter cuidado com as influências de direita e esquerda, uma vez que ambas tem a habilidade de conduzir o ser humano a partir do seu modo de pensar, sentir e agir; e a fraqueza do pensamento crítico individual afasta o contato com a essência humana de cada um, isto é, nosso próprio eu.

Outro ponto que merece atenção e também faz parte da vida humana, é a espiritualidade, no sentido de essência em detrimento da religiosidade. Para Mondin (1995) o indício mais certo de espiritualidade é a liberdade, o que não faz muito sentido se formos analizar partindo da seguinte provocação: liberdade de que? Se pararmos para analisar o do ponto de vista do autor citado, não chegaremos a nem uma resposta conclusiva sobre a espiritualidade, vejamos: quando se está livre de um relacionamento está preso a solidão; quando se está livre de um trabalho árduo está preso ao tempo ocioso; quando se está livre do desemprego está preso a um contrato, e assim sucessivamente, por tanto, podemos dizer que a espiritualidade é manifestada em momentos de realização pessoal e felicidade coletiva, em razão de que a espiritualidade e a dimensão psíquica são particularidades intrínsecas, já as dimensões biológica e espiritual são particularidades extrínsecas.

*Sobre o autor: Graduado em Educação Física. Cineantropometrista titulado pela International Society for the Advancement of Kinanthropometry (ISAK). Qualificado em Avaliação Física Funcional e Genética pela Federação Internacional de Educação Física (FIEP). Capacitado em APH, Resgate e Socorro. Tradutor e Intérprete de Libras. Aperfeiçoamento em Dislexia. E-mail: <[email protected]>


REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

DANIEL, E; SCOPINHO, S. C. D. Antropologia, Ética e Cultura. Batatais: Claretiano, 2013

MONDIN, B. Definição filosófica da pessoa humana. Bauru: Edusc, 1995.





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