Introdução à Importância da Mitologia para a Psicologia Analítica

O objetivo deste artigo é esclarecer a qual motivo à mitologia é utilizada por muitos psicólogos, psicoterapeutas e até mesmo pelo próprio Jung, ressaltando a sua importância e coerência para a Psicologia Analítica.

A Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung propunha uma estrutura psíquica baseada em Arquétipos localizados no Inconsciente Coletivo. Nas palavras de Jung “os arquétipos são conjuntos de “imagens primordiais” originadas de uma repetição progressiva de uma mesma experiência durante muitas gerações, armazenadas no inconsciente coletivo”. Simplificando este dito, chegamos a uma definição de Arquétipos, como estruturas psíquicas basais responsáveis por conter informações de experiências passadas, auxiliando inconscientemente o comportamento e as formas de expressão da psique. O conceito de arquétipos nos ajuda a compreender a origem de algumas de nossas principais necessidades, como a necessidade de realização, independência, estabilidade entre outros.

Mitologia significa o estudo de mito ou conjunto de mitos. Os mitos são, geralmente, histórias baseadas em tradições e lendas feitas para explicar o universo, a criação do mundo, fenômenos naturais e quaisquer outros aspectos cujas explicações simples não são atribuíveis. Assim como os arquétipos, os mitos trazem informações de experiências passadas que nos ajudam a compreender alguns de nossos comportamentos e pensamentos. Uma grande diferente entre ambos seria a de que arquétipos são filogenéticos enquanto a mitologia é cultural.

O mito do Herói

Um grande exemplo da relação entre a mitologia e os arquétipos é o mito do herói. O mito do herói é um tema atemporal, universal e sempre repetido em diversas histórias de diferentes culturas desde os tempos mais remotos.  Ele representa a transição psíquica entre uma fase de nossas vidas e a fase seguinte. O mito do herói tem algumas características constantes em todas e quaisquer narrativas. O herói sempre começa sua jornada saindo de um lugar ou zona de conforto, em busca de algo maior. Em seu caminho ele encontra inimigo(s), supera desafios e dificuldades, e retorna de onde veio, porém, transformado em um herói.

O ato de se transformar em herói inevitavelmente envolve sacrifícios, renúncias, desprendimentos e muito esforço, assim como na transição psíquica de uma fase para a fase seguinte. O mesmo fato ocorre, geralmente, na transição da adolescência para o início da idade adulta. Somos impelidos a deixar a casa dos pais ou a uma situação de conforto a fim de explorar o mundo, enfrentar desafios e dificuldades, a estabelecer compromissos (faculdade, trabalho, estágios, relacionamentos, contas a pagar, etc.) sendo nosso objetivo conquistar nossa própria identidade e ter como recompensa a felicidade, que geralmente, ocorre com a construção de uma família.

Na psicologia analítica atribui-se aos arquétipos a responsabilidade por nos impelir a tomar tais atitudes e ao estabelecer o momento de passar de uma fase psíquica à outra. É muito comum vermos nos dias atuais pessoas que possuem 30, 40 ou 50 anos e ainda não iniciaram a vida adulta.


Autor: Lucas Ribeiro

Email: [email protected]

Instagram: @lucaslribeir


Referências

Jung, C.G. A Natureza da psique.


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