A psicologia de The Big Bang Theory

Nesse artigo:

  • Sheldon e a Síndrome de Asperger
  • O problema psicológico de Raj, que não consegue falar na frente de mulheres
  • As técnicas e abordagens de psicologia aplicadas em The Big Bang Theory (Behaviorismo, Psicanálise, condicionamento operante, psicoterapia, etc)

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Entre as teorias complicadas e piadas de física, The Big Bang Theory nos ensina um pouco sobre a psicologia … e não psicologia pop, mas o material real.

Behaviorismo está bem demonstrado nas tentativas de Sheldon usar o condicionamento operante na sua vizinha Penny.


Processamento cognitivo é retratado nos esforços de Sheldon na construção de um algoritmo de amizade.


A psicoterapia é ilustrada quando Leonard tenta ajudar Sheldon e acaba sendo psicanalizado.

E a inteligência social  é usada quando Leonard tenta ensinar a Sheldon sobre sarcasmo.


O mutismo seletivo de Raj

Raj Koothrappali, astrofísico, tem mutismo seletivo. O coitado não consegue falar em voz alta na frente de mulheres a menos que ele beba um pouco de álcool antes, embora ele possa se comunicar normalmente com a sua mãe e com os caras da turminha da pesada que apronta altas aventuras. Mutismo seletivo é um transtorno de fala que pode estar relacionado com excessiva timidez e ansiedade. Depois de ver os pais controlando Raj excessivamente, dá pra gente ter uma ideia de onde isso veio.

Sheldon tem síndrome de Asperger?

Por outro lado, Sheldon Cooper, físico teórico, supostamente tem Síndrome de Asperger. Muito tem sido debatido dentro e fora da internet se Sheldon tem Síndrome de Asperger ou não. Os escritores parecem não querer “marcar” o geniozinho, e isso pode ser bom e ruim ao mesmo tempo. Por um lado, esta é uma oportunidade para mostrar ao mundo que alguém com Asperger pode se tornar um físico teórico, aumentando a sensibilização do público. Por outro lado, os rótulos muitas vezes levam ao estigma social e isolamento social e esta é a parte ruim.
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O co-criador da série, Bill Prady declarou: “Nós escrevemos o personagem como o personagem. Um monte de gente vê várias coisas nele e faz as conexões. Nosso sentimento é que a mãe de Sheldon nunca recebeu um diagnóstico, por isso não temos um”. No entanto, com ou sem um diagnóstico, o comportamento de Sheldon é consistente com Síndrome de Asperger.
Apesar de Sheldon ser uma pessoa altamente inteligente e lógica, um prodígio com um QI de 187 e uma memória fotográfica (ele praticamente se lembra de cada detalhe desde que ele era um menino), ele é geralmente inapto na maioria das interações sociais . Seu vasto conhecimento da psicologia teórica não faz dele o mais experiente em etiqueta social, relações humanas e sentimentos. A seguir estão alguns dos sintomas que são consistentes com a teoria segundo a qual Sheldon Cooper tem Síndrome de Asperger:
– Ele não está inteiramente certo sobre como abraçar ou confortar alguém, e evita o contato humano sempre que possível.
– Ele não tem empatia e não pode interpretar a linguagem corporal de outras pessoas.
– Ele não consegue entender ironia, sarcasmo, humor e os rituais humanos deixam-o confuso.
– Sheldon tem qualidades infantis e ele deve sempre seguir o seu caminho.

– Sheldon usa um tom plano e raramente sorri. Quando ele finalmente faz isso, seu sorriso é mais uma careta do que um sorriso adequado.

– Ele é fascinado com trens e tem um círculo de interesses que ele não amplia.
– Ele é incapaz de mentir ou guardar um segredo, porque ele desenvolve tiques nervosos.
– Sheldon exibe padrões compulsivos e estereotipados de comportamento.
  • Ele exibe uma adesão estrita às regras e rotinas rígidas, como fazer atividades recreativas específicas ou a roupa em dias específicos da semana, em um momento específico.
  • Vai ao banheiro, na mesma hora, todas as manhãs, come itens alimentares específicos em dias específicos , sendo incapaz de reconsiderar as alterações de pedidos de comida, ou padrões de bater na porta que não podem ser interrompidos.
  • Ele também se recusa a sentar em qualquer lugar que não seja no seu lugar sobre a almofada esquerda do sofá em seu apartamento, que ele considera seu “único ponto de consistência em um mundo em constante mudança”.
  • Ele está constantemente preocupado com os outros a respeito da sua comida, lava as mãos tantas vezes quanto ele pode, toma banho duas vezes por dia, sendo extremamente preocupado em ficar doente (hipocondríaco).
  • Ele não se importa como as outras pessoas se sentem sobre seus hábitos e ele espera que todos sigam suas regras incondicionalmente. Portanto, ele é uma pessoa difícil de se conviver e trabalhar junto.
Você pode conhecer alguém com diagnóstico de Asperger. Você pode ver algumas diferenças entre as muitas semelhanças e você pode querer descartar a síndrome de Sheldon. Mas tenha em mente, as pessoas com Asperger não são apenas a soma dos seus sintomas, nem todas têm os mesmos sintomas, nem tem no mesmo grau. Elas são pessoas reais e como o resto de nós, são diferentes uma do outra. E por último mas não menos importante, tanto Sheldon quanto Raj são personagens de sitcom, seus traços de personalidade são por vezes exagerados e outras vezes inconsistentes para melhores fins de classificação.
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O DSM-IV-TR não descreve diferenças distintas entre a síndrome de Asperger e outros transtornos do espectro do autismo. No entanto, o DSM-V (2012) tem a proposta de fundir autismo e transtorno de Asperger em uma única categoria do ‘espectro’.


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