The Truman Show: Um paralelo com o sistema educacional

Truman interpretado por Jim Carey é uma espécie de rato em um laboratório, ele não sabe, mas é protagonista de uma espécie de Big Brother. No caso o laboratório é a ilha artificial de Burbank. O protagonista é impedido de sair da ilha devido a um reforçamento negativo de que seu pai morrera afogado, portanto ele próprio não consegue lidar bem com o mar. O diretor do programa manipula as situações a bel prazer com o intuito de manipular as ações de Truman, inclusive manipula todos os moradores da ilha que são atores. Abaixo segue o trailer do filme, vale muito a pena assisti-lo, não vou entrar em muitos detalhes para não dar spoilers, o trailer é bem ilustrativo em relação ao conteúdo do filme.

Enquanto procurava pelo trailer me lembrei de uma imagem que talvez todos já tenham visto, talvez em fontes diferentes e com alguns detalhes diferentes, mas transmitindo a mesma informação: Um professor moldando os alunos em sala de aula, como segue na figura abaixo.

Moldagem

Com o sistema vestibuleiro de ensino no país, somos reforçados a estudar para tirar boas notas e seguir uma carreira dentro do mercado de trabalho, contudo me pergunto: Este é o melhor caminho? Sem sombra de dúvidas estudar é muito gostoso, mas esta maneira é mesmo eficiente? Parece que perde um pouco do sentido, pois estudamos, estudamos e estudamos… Mas para passar em uma prova ou tirar boas notas. A princípio, é muito difícil para um adolescente extravasar esse sistema e pensar diretamente em uma profissão a seguir, a maior preocupação é passar.

Assim como o diretor (personagem) do filme, somos, de certa forma, manipulados por padrões sociais orientados por instituições para seguir um dado padrão de vida. Seja o governo ampliando a rede de ensino superior com o intuito de aumentar o contingente de mão de obra especializada, sejam empresas privadas estimulando o consumo de supérfluos. Todas essas ações institucionais causam reações na sociedade, assim como essa forma de molde por parte do professor não é uma ação, mas mera reação, uma vez que ele é pago para ensinar o conteúdo do vestibular para o aluno. Nossa vida pode não ser um Big Brother como é a de Truman no filme, entretanto há similaridades cabíveis.

Enfim, o motivo deste texto é a reflexão, afinal o Brasil é grande demais e a estrutura político-econômica é pouco mutável, razão pela qual não podemos jogar “soluções prontas” no ar com o intuito de sanar todos os problemas que temos. Somente após dada a devida reflexão podemos debater melhor a respeito do assunto. É muito fácil soltar frases como “invista mais em educação,” “melhore a infraestrutura das universidades…” Concordo com a necessidade de melhora, no entanto deve-se considerar que esforços são necessários para a construção dessa base. Posso ficar horas aqui escrevendo, que não vou conseguir falar tudo, fiquem à vontade para comentar e conversarmos mais a respeito.




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Um comentário em “The Truman Show: Um paralelo com o sistema educacional

  • 11/12/2015 em 16:37
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    Boa Bruno!

    O Show de Truman é fantástico, coloca muitos questionamentos sobre o comportamento humano.

    Em relação à confiabilidade dos nossos sentidos e percepção: No filme existe o uso, até cômico, de coisas simples que podem enganar nossos sentidos. Como aquelas paredes cenográficas pintadas que dão ideia de continuidade, e dão ao Truman a impressão de uma imensidão do mar que não existe, impedindo o mesmo de tentar sair dali. E isso pode ser considerado como manutenção do condicionamento imposto à ele quando criança através de um trauma (a morte do pai no mar).

    Em relação à moral: Truman tem toda sua vida manipulada e observada desde o seu nascimento. O show de Truman começa com a gravação e exibição do seu parto até a vida adulta, sua vida é transformada em um Big Brother onde ele é exposto ao vivo 24 horas por dia pela televisão ao mundo todo, sem se dar conta disso. Os telespectadores, em um primeiro momento, não demonstram sinal de questionamento à situação absurda, só se concentram no seu próprio entretenimento, agindo como nós todos agimos em ficções como novelas, séries e filmes, tentando prever os acontecimentos e comportamentos dos personagens. Previsão essa que é o foco do assunto.

    Em relação ao Behaviorismo: O diretor da atração, que age como um deus no mundo de Truman, acredita inicialmente poder prever as atitudes dele, e assim controlá-lo e estimulá-lo de forma com que torne o programa interessante. Por várias vezes Truman age diferente do que era esperado, surpreendendo o “experimentador” e aos que assistem (os que estão dentro do filme, e nós, fora do filme). Essa relação conflituosa entre previsão e ação persiste até o fim, e pelo menos pra mim é o ponto central do filme.

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